terça-feira, 16 de junho de 2009

IN TREATMENT

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Paul Weston, 53 anos, é um psicanalista que acabou de se divorciar e pela primeira vez está sozinho. Enfrenta um processo de 20 milhões de dólares movido pela família de um de seus pacientes que supostamente cometeu o suicídio logo após as sessões de terapia. Paul teme ainda mais o que pode acontecer com sua carreira se uma de suas novas pacientes, que está muito doente e recusa qualquer tipo de ajuda, também vier a morrer. Ele está cansado e com medo.

Estes são apenas alguns dos “ganchos” ou, mais apropriadamente, os “sintomas” desta série de televisão que expõe a vida e as instigantes sessões de análise deste controverso profissional. Amado por uns e temido pela maioria.

Americanos supostamente amam Freud. Amam principalmente transformar suas teorias em entretenimento. O já desgastado “Drama Psicológico” que já fez escola em mais de uma centena de filmes e séries aqui atinge seu ponto máximo. Afinal de contas, o que pode acontecer de divertido e interessante em uma sessão de análise?

É o que faz toda a diferença em “In Treatment”. O texto é ágil, esperto e sem melodrama, como pedem os “fundamentos” de um bom seriado. Os dilemas aparecem o tempo todo. O roteirista e produtor é Rodrigo Garcia, filho de Gabriel Garcia Marquez, o que deve ajudar geneticamente, mas o formato foi baseado em uma outra série israelense “Be'tipul”, de Hagai Levi.

O elenco também é (sem trocadilhos) fora de série. Em um certo momento, cheguei a pensar se Gabriel Byrne (Excalibur, Stigmata, Dead Man, Spider) é um grande ator ou um ótimo analista. Dianne West (Hannah e Suas Irmãs, Rosa Púrpura do Cairo, A Era do Rádio) como a analista e amiga de Paul também colabora no processo de investigação do inconsciente.

Não sei como andam as taxas de “transferência”, mas segue aí um trailer da segunda temporada...

2 comentários:

camilafelix disse...

tô bege!

Mari disse...

Haroldo,
Uma grande correção. Quem te disse que americanos amam Freud??
Who??
De jeito algum. tira essa frase de texto para que alguém não te chame de ingnorante logo de cara.
A psicanálise nunca engrenou nos States. Pelo contrário. A prevalência de lá é a Psicologia do Ego. Tem psicanalistas por lá? Claro, mas mesmo assim seguem uma coisinha mais "americanóide" de fazer terapia.
Agora, eu amo ver in treatment. diversão somente. atores ótimos somente. um bom roteiro somente. pq de psicanálise, a série está longe....