domingo, 12 de abril de 2009

QUERO SER ADRIANO

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“Na bola, no samba, na sola, no salto, lá vem o Brasil descendo a ladeira.”  (Pepeu Gomes/Moraes Moreira)

Perdi o interesse por futebol desde a copa de 82. Não consigo entender mais as torcidas. Sejam elas organizadas ou não. Não consigo entender os fogos, os gritos, as mesas redondas, a angústia e o martírio dos “clássicos” de domingo. Acredito até que os próprios jogadores não conseguem mais entender o futebol, por isso, quando ninguém poderia esperar tal coisa, eles preferem abrir mão de suas carreiras.

Começar de novo. Buscar uma vida mais simples, humilde, singela, longe dos holofotes da mídia, das tragédias de beira de campo e das ofertas milionárias. Deixar para trás reinos, impérios, nações que no fundo, não devem valer tanto assim. O sistema funciona de maneira cíclica mesmo. Não é difícil sacar isso. Dizia Nelson Rodrigues que a molecagem é um traço decisivo do caráter brasileiro.

“As pessoas gostam de pensar que fama e riqueza se traduzem em poder, que isso traz glória, honra e felicidade. Talvez traga, mas às vezes não.” Palavras de John Lennon para a Rolling Stone em 1971, logo após ter deixado os Beatles e gravado o primeiro disco solo. Ele continua: “Se eu tivesse as habilidades para ser alguém diferente do que eu sou agora, eu seria. Não é divertido ser um artista. Todo aquele negócio de escrever é uma tortura. Uma das grandes coisas pra mim é ser um pescador. Sei que isso parece tolo – e logo eu seria rico ao invés de pobre – mas eu queria que a dor fosse só ignorância ou felicidade.”

Gol de quem?

Um comentário:

Adaílton Persegonha disse...

É verdade, sem grana Lennon não teria comprado o Edifício Dakota (que deve ter custado uma fortuna, creio eu) e estaria vivo até hoje. Pescando, espero. E não tirando foto pelado...