segunda-feira, 6 de abril de 2009

EM CARTAZ

Cinco filmes fantásticos e seus cartazes maravilhosos:

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Michael Haneke dirigiu “Funny Games” (aqui “Violência Gratuita”) em 1997, dez anos depois refilmou tudo do mesmo jeito mas com atores diferentes. Toda a crueldade da história do casal e seu filho pequeno surpreendidos por dois vizinhos perversos durante as férias na beira de um lago, está belamente impressa nesta foto da atriz Naomi Watts. O cartaz é da versão de 2007.

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“Chelsea Girls” de Andy Warhol. O filme é de 1966 e foi quase inteiramente filmado no que se pode chamar de centro da boemia novaiorquina da época, o Chelsea Hotel. Como todo trabalho de Andy Warhol o caráter experimental estava na projeção que mostrava simultaneamente cenas em quartos diferentes. Lembro de uma única exibição aqui no MAM e fui um dos poucos que ficou para ver a cantora Nico chorando na sequência final. Esse cartaz também já foi capa do disco “The Splendour of Fear” da banda Felt.

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“Uma Noite Alucinante 2 – Mortos ao Amanhecer” de 1987, é quase uma refilmagem de “Evil Dead” (aqui “A Morte do Demônio”). Mas, ao contrário do primeiro, neste aqui o diretor Sam Raimi privilegia o humor. A premissa do casal e mais alguns amigos em uma cabana isolada nas montanhas que depois de encontrarem por lá o Livro dos Mortos, ressuscitam sem querer vários demônios selvagens ocasionando uma série de banhos de sangue, decapitações e histeria é o que torna este filme em  um clássico do “terrir”.

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As estripulias de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, estão muito bem representadas neste filme de 1969 dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, adaptação do livro de Mário de Andrade publicado em 1928. Sem tempo para uma análise mais profunda desses dois pilares da cultura brasileira, deixo vocês com as palavras do diretor sobre Macunaíma e antropofagia: “Todo consumo é redutível, em última análise, ao canibalismo. As relações de trabalho, como as relações entre as pessoas, as relações sociais, políticas e econômicas são ainda basicamente antropofágicas. Quem pode come o outro, por interposto produto ou diretamente, como nas relações sexuais. A antropofagia se institucionaliza e se disfarça. A esquerda, enquanto é devorada pela direita, treina e se purifica pela autofagia, canibalismo dos fracos. A igreja celebra a comunhão pela deglutição do Cristo, os bons são comidas voluntárias, tudo, no coração como nos dentes, é ceia. Mais numerosamente, o Brasil, enquanto isso, devora os brasileiros. Macunaíma é a estória de um brasileiro que foi comido pelo Brasil.”

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“Você gosta de Jean Luc Godard? (se não, está por fora), dizia Glauber Rocha, e continua: “Em Pierrot Le Fou” (aqui “O Demônio das Onze Horas”) de 1965 o cinema deixa de ser romance para ser poesia, a câmera não é narradora dos fatos, mas instrumento de criação. Em Godard, como na vida, as causas estão ligadas aos conflitos. Os personagens conversam, falam sobre a vida, seus amores, sonhos, frustrações e cometem erros com a franqueza de quem fala na vida real.”

2 comentários:

ligia troy disse...

adoro também o cartaz do deus e o diabo na terra do sol com arte do Rogério Duarte.

Haroldo Mourão disse...

é verdade...esse ficou de fora...Também tem os cartazes dos Trapalhões e todos aqueles desenhados pelo Benício que são muito bons.