quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUNDO, HOMEM, ARTE EM CRISE

thestrokes-isthisit

Galera, Strokes e tal papapa aquela banda de lá que em 2001 lançou um disco incensado por vários Nag Champados da imprensa especializada e que realmente era muito boa. E pq é legal quando a indústria fonográfica (ainda existe isso?) lança coisas assim como foi com o Nirvana e uma lista de várias outras bandas legais.

Lembro que na época, eu e meu amigo Frederico acompanhávamos atentos a evolução dos Strokes. A cada lançamento de single (ainda existe isso?), os Nag Champetes da Folha de São Paulo ilustravam a ilustrada de capinhas e fotinhas e criticazinhas e que tava disponível pra baixar na dona internet. Lembro bem ou posso estar inventando que o “Caderno Mais...ou Menos” também analisou a proposta esteticamente organizada dos Los Strokes em uma coisa CBGB No New York DNA Television Talking Heads Stooges Ziggy Pop e eu concordo, concordei e só não bati cabeça porque hoje já tem lugar pra isso. Aliás, o barato em bandas e bandanas é isso o lance de se mimetimomentaneizar na banda ou bandana do momento em uma coisa que já foi mas também pode ser e que na verdade já é ou já era. STROKES era meio tipo isso.

Mesmo com todos os quatro pés atrás, fui atrás de THE MODERN AGE e fiquei boladão. Daí, amigo, ladeira abaixo. Ou acima. Arriba abajo a los quatro puntos cardinales os caras acertavam em todas. Depois veio NEW YORK CITY COPS, acho, que não curti muito por que a polícia daqui é melhor pra não dizer ao contrário que a dos caras. Na sequencia seqüela mandam ou mandei LAST NITE um misto de Phil Spector com uma pegada Ramones end of the century e guitarras! Guitarras! Guitarras, véio! Quanto tempo não ouvia uma guitarra soar riffs daquele jeito que não fosse em discos hours concours tipo sonic youth q não conta, é outro objeto fundado em sua própria identidade. E não me encham o saco com essas porras de pagodeiros ensaboados. Tem uma música que se chama “Não faz isso comigo”(?!)...bitch! um desses sujeitos aí...porra, não faz isso comigo? Se ele acrescentasse o porra no início da frase, eu até comprava a patacoada patacotuitada.

Atualizando Chubby Checker: “Let´s Twitt again”.

A conversa com o Strokes era essa: Bastidores do show biz, relacionamentos, alienação social, cinismo, artistas e seus “produtos” no salão de mais de mil palhaços, política cultural burocrática (ou...posso estar viajando, devo estar.) Oh, people they don't understand No, girlfriends, they won't understand In spaceships, they won't understand And me, I ain't ever gonna understand...Last nite she said…

 

chagall_promenade

HARD TO EXPLAIN o que senti hoje ao over ver a um palmo da cara um quadro de CHAGALL na exposição “VIRADA RUSSA” no CCBGB. FILONOV, KADINSKI, MALEVITCH e o supremo suprematismo Caralhorovorovitch e Isto é e era pra ser um post sobre a respeito das teorias Chagallianas sobre projeções ao passado e ao futuro aplicando as leis do desejo cubista e suas descrições de realidade através de reminiscências, ou que mais sua imaginação pintar, camarada tovarich.

Tava russo de bater a Rússia em uma época que vicejava o teatro com Meyerhold que não tava de bobeyerhold, artes plásticas com Kandisnki, Chagall, Malevitch (Malevitch é outro papo, mais adiante, segura essa, bitchô.) na pintura. Tatlin, Pevsner e Gabo na escultura, isso sem falar na voz dominante e dominadora de Maiakósvski na poesia e nas “glórias nascentes” do cinema...quem quem? Raimundo Nonato Eisenstein. É brincadeira, meu? Por que ainda não tem nenhuma novela que se passa na Rússia e alguns brasilorussos da bieolprússia abrem um bar russo na Lapa? Tem um brasileiro nos Strokes. Aliás, sempre tem um brasileiro na jogada, já reparou? Haren Bepe!

Condições econômicas, políticas e políricas cruéis que se agravaram não permitiram um maior e mais prolongado desenvolvimento daquelas experiências. Mais ou menos como aqui, não? Como aqui, como ali, como em todo lugar herethereandeverywhere.com O que é espantoso é que aquelas experiências frutificaram, floresceram, desenraizaram, bombaram e ao contrário de muitos de seus experimentadores, não desapareceram. Vi Frank Miller, Fleshbeck Crew e Zulu Nation me acenando de mãos dadas. Acho que nem no lugar mais colorido do planeta possa ser que exista tal combinação de cores. Os russos nos apresentam um outro planeta. Outras perspectivas. E avenida em russo quer dizer perspectiva. Avenida Sarneyevski, perspectiva Sarneyevski.

Agora um trecho de um poema do velho Maiaka e depois um clip dos Strokes. Nasdaróvia!

“Perdidos em disputas monótonas,

Buscamos o sentido secreto,

Quando um clamor sacode os objetos:

“Dai-nos novas formas!”

Não há mais tolos boquiabertos,

Esperando a palavra do “mestre”

Dai-nos, camaradas, uma arte nova

- nova -

Que arranque a República da escória.”

 

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